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O artigo apresenta como as noções de ação e de social são reformuladas pelas Sociologias Pragmáticas Francesas, composta por três vertentes: Sociologia Política e Moral, Sociologia das Associações ou Teoria Ator-Rede (TAR) e Sociologia... more
O artigo apresenta como as noções de ação e de social são reformuladas pelas Sociologias Pragmáticas Francesas, composta por três vertentes: Sociologia Política e Moral, Sociologia das Associações ou Teoria Ator-Rede (TAR) e Sociologia Pragmática e Reflexiva. Ao reformularem tais noções, com base no Pragmatismo norte-americano, as Novas Sociologias, em contraste com as sociologias precedentes – humanistas, racionalistas e antropocêntricas –, incluem os não humanos na composição do social, fabricado por ações plurais e incertas. Por meio de revisão de literatura específica e também no original em francês, este trabalho esclarece a noção de mediação tal como proposta por tais abordagens sociológicas pragmáticas e esclarece essa noção na TAR. O texto conclui que a mediação é sociotécnica (híbrida), plural e incerta para a TAR.
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Investigamos como se configura a recomendação algorítmica em Netflix a partir da série Stranger Things, destacada por publicações diversas por ter usado dados pessoais de usuários para sua criação e produção. Coletamos 131 comentários de... more
Investigamos como se configura a recomendação algorítmica em Netflix a partir da série Stranger Things, destacada por publicações diversas por ter usado dados pessoais de usuários para sua criação e produção. Coletamos 131 comentários de usuários sobre a série em 08/01/2017, analisados à luz dos termos de uso e das políticas de privacidade de Netflix, de notícias e de entrevistas de produtores e diretores. A recomendação de conteúdos e a formação de públicos se baseia em rastros de ações de usuários, arquivados em bancos de dados e cruzados para recomendar títulos, e usados para a criação e a disponibilização de conteúdos originais.
http://www.revistageminis.ufscar.br/index.php/geminis/article/view/280
O texto apresenta contribuições de abordagens inscritas na “virada não humana” nas humanidades e nas ciências sociais – Teoria Ator-Rede (TAR) e Ontologia Orientada aos Objetos (OOO) – para propor uma concepção não antropocêntrica de... more
O texto apresenta contribuições de abordagens inscritas na “virada não humana” nas humanidades e nas ciências sociais – Teoria Ator-Rede (TAR) e Ontologia Orientada aos Objetos (OOO) – para propor uma concepção não antropocêntrica de comunicação. Ao revisar a literatura, sustenta que humanos e não humanos agem de modo irredutível e simétrico, conforme os princípios apresentados pela TAR para pensar os atores, e a concepção correlativa de objetos pela OOO. Com base nas quatro tensões entre objetos e qualidades (reais ou sensuais) desta última abordagem, as relaciona com a noção de meio, e considera que a condição midiática, configurada por tais tensões, pode instaurar uma condição comunicacional. O artigo propõe considerar, a partir da TAR, a comunicação como sociotécnica ou híbrida ao tratá-la como ação comum em que há contato e contágio. De modo não antropocêntrico, desloca, como o fazem a TAR e a OOO, o humano do centro da ação, e inclui os não humanos como capazes de agir, interagir e comunicar.
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Investigamos as apropriações e os novos sentidos atribuídos a práticas e dogmas cristãos presentes no vídeo " Especial de Natal ", publicado no canal de humor " Porta dos Fundos " , no YouTube, em dezembro de 2013. Apresentamos e... more
Investigamos as apropriações e os novos sentidos atribuídos a práticas e dogmas cristãos presentes no vídeo " Especial de Natal ", publicado no canal de humor " Porta dos Fundos " , no YouTube, em dezembro de 2013. Apresentamos e discutimos a relação entre crença e comicidade no intuito de apreendermos o humor e o riso como questionadores de verdades ditas absolutas. Por meio da análise do referido vídeo, identificamos alguns dogmas cristãos apropriados e ressignificados pelo canal mencionado. Voltamo-nos, também, para os comentários feitos na página oficial daquele canal, no YouTube, a fim de identificarmos diferentes expressões de opiniões, defesa de fé e crenças. Concluímos que o inquestionável é questionado por meio do humor, e que a própria condição de existência no mundo é posta em suspeita.
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Este artigo discute diferenças e afinidades entre três tipos de rede (Ator-Rede, Análise de Redes e Redes Digitais) importantes para o Digital STS.2 Nas últimas décadas, a colonização de pesquisas em STS foi lenta e gradual. Ela se inicia... more
Este artigo discute diferenças e afinidades entre três tipos de rede (Ator-Rede, Análise de Redes e Redes Digitais) importantes para o Digital STS.2 Nas últimas décadas, a colonização de pesquisas em STS foi lenta e gradual. Ela se inicia com a Teoria Ator-Rede (TAR), que oferece um conjunto de noções para descrever a construção de fenômenos sociotécnicos. Com o advento da Análise de Redes, estudiosos incorporam técnicas de investigação e visualização desenvolvidas pela Análise de Redes Sociais (ARS) e pela Cientometria aos estudos em STS. Com o crescente uso de recursos computacionais pelos STS, estudiosos
atentam para as Redes Digitais como modo de rastrear a vida coletiva. Muitos pesquisadores tentaram relacionar esses três movimentos aos métodos digitais, ao apostarem que a TAR pode ser operacionalizada por meio da Análise de Redes, graças aos dados providos pelas Redes Digitais. No entanto, além da homonímia presente na palavra “rede”, que caracteriza
as três abordagens mencionadas, há poucas evidências que comprovam a continuidade entre esses três tipos de rede. Falamos das mesmas redes?
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Esta tese investiga como e em que medida a noção de “mediação”, delineada pela Teoria Ator- Rede (TAR), contribui para caracterizar ações comunicacionais em redes sociais online ao especificar o sentido comunicacional de ações... more
Esta tese investiga como e em que medida a noção de “mediação”, delineada pela Teoria Ator- Rede (TAR), contribui para caracterizar ações comunicacionais em redes sociais online ao especificar o sentido comunicacional de ações sociotécnicas nessas redes, ao apreendê-las como redes sociotécnicas e ao descrever os modos de ação nelas. Os métodos descritivo e de revisão de literatura auxiliam definir ação comunicacional. Para a TAR, humanos e não humanos afetam-se mutuamente. A ação desses atores ou actantes, aqueles que levam outros a agir, é definida como associação, vinculação ou conexão, da qual resulta o social. A TAR investiga ações, sem predeterminar atores. Isso impacta na definição de comunicação, distribuída entre humanos e não humanos nas redes sociais online. Por fazerem fazer outros, ambos medeiam. A mediação é a ação que altera o que é transportado e os sentidos produzidos. Conforme a TAR, a mediação apresenta quatro sentidos: tradução, composição, reversibilidade e delegação. A hipótese teórica é que a comunicação configura o quinto sentido de mediação por enfatizar o
agenciamento de actantes em contato e em contágio mútuo, pois eles agem em comum, de maneira vinculada. Situações de isolamento, inércia ou que não impliquem em transformações de mediadores e de sentidos não são tratadas como comunicação. Conforme a hipótese, em
redes sociais online, a especificidade de ações comunicacionais reside nos rastros digitais (como visualizações, reações, comentários e compartilhamentos) de actantes (como algoritmos, affordances, botões, sentidos, materialidades, empresas e usuários). Esses rastros se expressam nas métricas das redes mais utilizadas nacional e internacionalmente – Facebook, YouTube, Instagram e Twitter –, mas não se restringem a elas, pois produzem efeitos que se atrelam aos
conteúdos. Os rastros podem ser recuperados de modo mais veloz e em maior quantidade conforme os recursos e os dados disponíveis nas redes investigadas. A diferença entre ações online e off-line está no tipo de rastro recuperado e na possibilidade de recuperá-lo. O sentido comunicacional de ações em redes sociais online se refere ao vínculo observável entre ações e mediadores, e não apenas às interações entre usuários. Trata-se de redes sociotécnicas porque enredam materialidades, textualidades, algoritmos, affordances, usuários e sentidos. O agenciamento desses actantes caracteriza o online das redes investigadas, que não preexistem
às ações deles. Os modos de ação comunicacional são descritos por meio de capturas de tela nos sites e nos aplicativos das redes de modo a evidenciar suas affordances, que se referem às condições de ação ofertadas por tais ambientes. A conclusão aponta que ações em redes sociais online são comunicacionais quando encadeiam mediações realizadas por diversos actantes, os quais se contagiam e se vinculam provisoriamente em ações partilhadas e distribuídas entre os
híbridos que compõem as redes analisadas. A comunicação configura modos de ação por ser um dos sentidos de mediação, ou seja, manifesta-se em agenciamentos híbridos que associam os demais sentidos da mediação de maneira reticular e processual. Especificamente, o sentido
comunicacional enfatiza o conjunto de ações e de actantes comuns que rompem o isolamento, vinculam-se, contagiam-se mutuamente e alteram sentidos em dinâmica de rede.
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Este artigo apresenta uma reflexão empírico-metodológica para a análise de públicos no YouTube. Para tanto, destaca como o algoritmo dessa plataforma age na recomendação de vídeos e na formação de públicos diversos, considerando as ações... more
Este artigo apresenta uma reflexão empírico-metodológica para a análise de públicos no YouTube. Para tanto, destaca como o algoritmo dessa plataforma age na recomendação de vídeos e na formação de públicos diversos, considerando as ações e os rastros online destes últimos. Igualmente, este trabalho identifica e caracteriza os critérios empregados pelos cálculos dessa plataforma midiática para a classificação de conteúdos, defendendo que os públicos formados por esse site, bem como os de outras plataformas midiáticas online, formam-se de maneira algorítimica, por isso podem ser considerados como públicos algorítmicos. Do mesmo modo, este trabalho defende que, ao mesmo tempo em que as pessoas são influenciadas por algoritmos, estes também o são por aquelas, pois consideram as diferentes ações comunicacionais por elas realizadas no cálculo que efetuam para recomendar e classificar os vídeos publicados no YouTube e sugeridos aos usuários.
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RESUMO Este trabalho objetiva analisar a relação entre tempo e memória com base na ubiquidade e na instantaneidade próprias aos processos comunicacionais distribuídos em plataformas midiáticas on-line. Partimos dos rastros digitais... more
RESUMO
Este trabalho objetiva analisar a relação entre tempo e memória com base na ubiquidade e na instantaneidade próprias aos processos comunicacionais distribuídos em plataformas midiáticas on-line. Partimos dos rastros digitais deixados pelas ações humana e não humana na produção e compartilhamento de conteúdos nesses ambientes digitais. Investigamos como esses ambientes se configuram como “lugares de memória” em razão dos agenciamentos híbridos presentes na lógica de armazenamento de informações em bancos de dados. Para isso, analisamos as especificidades das plataformas midiáticas on-line, questionando como elas modificam a nossa maneira de apreender o tempo e a memória, tendo em vista a dimensão efêmera e fluida desses ambientes de compartilhamento.

Palavras-chave: Memória. Plataformas midiáticas on-line. Tempo.

ABSTRACT
This paper aims to think about the relationship between time and memory from the ubiquity and instantaneity that are specific to the communication processes distributed on online media plataforms. We leave digital traces left by human and non-human actions in the production and sharing of contents in these digital environments. We investigate, in this way, the configuration of “memory locations” from hybrid agencements present in the information storage logic in databases. For this, we investigate the characteristics of online media platforms and we question how they change our way of apprehending time and memory in view of the ephemeral and fluid dimension of these sharing environments.

Keywords. Memory. Online media platforms. Time.
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Investigamos como se configura a recomendação algorítmica em Netflix a partir da série Stranger Things, destacada por publicações diversas por ter usado dados pessoais de usuários para sua criação e produção. Coletamos 131 comentários de... more
Investigamos como se configura a recomendação algorítmica em Netflix a partir da série Stranger Things, destacada por publicações diversas por ter usado dados pessoais de usuários para sua criação e produção. Coletamos 131 comentários de usuários sobre a série em 08/01/2017, analisados à luz dos termos de uso e das políticas de privacidade de Netflix, de notícias e de entrevistas de produtores e diretores. A recomendação de conteúdos e a formação de públicos se baseia em rastros de ações de usuários, arquivados em bancos de dados e cruzados para recomendar títulos, e usados para a criação e a disponibilização de conteúdos originais.
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Este trabalho objetiva analisar a relação entre tempo e memória com base na ubiquidade e na instantaneidade próprias aos processos comunicacionais distribuídos em plataformas midiáticas on-line. Partimos dos rastros digitais deixados... more
Este trabalho objetiva analisar a relação entre tempo e memória com base na ubiquidade e na instantaneidade próprias aos processos comunicacionais distribuídos em plataformas midiáticas on-line. Partimos dos rastros digitais deixados pelas ações humana e não humana na produção e compartilhamento de conteúdos nesses ambientes digitais. Investigamos como esses ambientes se configuram como “lugares de memória” em razão dos agenciamentos híbridos presentes na lógica de armazenamento de informações em bancos de dados. Para isso, analisamos as especificidades das plataformas midiáticas on-line, questionando como elas modificam a nossa maneira de apreender o tempo e a memória, tendo em vista a dimensão efêmera e fluida desses ambientes de compartilhamento.
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Publicado originalmente como capítulo 1 do livro Digital Methods (MIT Press, 2013). Tradução de Carlos d'Andréa (docente pelo PPGCOM/UFMG) e Tiago Barcelos P. Salgado (doutorando pelo PPGCOM/UFMG e bolsista CAPES/PROEX UFMG). Ambos são... more
Publicado originalmente como capítulo 1 do livro Digital Methods (MIT Press, 2013). Tradução de Carlos d'Andréa (docente pelo PPGCOM/UFMG) e Tiago Barcelos P. Salgado (doutorando pelo PPGCOM/UFMG e bolsista CAPES/PROEX UFMG). Ambos são pesquisadores pelo NucCon, grupo de pesquisa vinculado ao CCNM/UFMG.
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Ao considerar que quando o social se torna midiatizado, as humanidades se tornam digitais, este artigo procura investigar como e de quais maneiras os não humanos (mídias digitais, seus algoritmos e affordances) medeiam os processos de... more
Ao considerar que quando o social se torna midiatizado, as humanidades se tornam digitais, este artigo procura investigar como e de quais maneiras os não humanos (mídias digitais, seus algoritmos e affordances) medeiam os processos de midiatização. O objetivo central é integrar as mediações sociotécnicas aos estudos em midiatização, entendendo que as mídias não são meros instrumentos de operação infocomunicacional (intermediação), mas ambientes midiáticos que produzem, transformam e reconfiguram sentidos de conteúdos que neles circulam por meio de associações entre entidades de diferentes tipos (mediação). O argumento é construído com base na Teoria Ator-Rede, que reconhece a ação não humana que, em associação à humana, compõe o que pode ser descrito como social, em função dos rastros por elas deixados por onde ocorrem.
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The article aims at understanding the mediatization of faits divers on YouTube channels. More specifically, this study seeks to understand how Cauê Moura broaches a strange and unusual theme on “... E AGORA É PRA FICAR!” video published... more
The article aims at understanding the mediatization of faits divers on YouTube channels. More
specifically, this study seeks to understand how Cauê Moura broaches a strange and unusual theme
on “... E AGORA É PRA FICAR!” video published on YouTube channel Desce a Letra and in what
ways do users comment the issue. We discuss the notions of mediatizations and faits divers. We
analyse the audiovisual content in question describing and transcribing it as showing some images
presented on the video. We look at comments seeking to identify possible meanings attributed to
the case presented and its impact on web portals. We conclude with general considerations about
media and some specific considerations of this kind of practice in the chosen channel.
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Resumé Dans cet article, nous explorons les différentes possibilités offertes par le logiciel Prospéro pour l'analyse des dossiers complexes. Ces dossiers sont complexes parce qu'ils sont composés de longs corpus textuels qui au fil du... more
Resumé Dans cet article, nous explorons les différentes possibilités offertes par le logiciel Prospéro pour l'analyse des dossiers complexes. Ces dossiers sont complexes parce qu'ils sont composés de longs corpus textuels qui au fil du temps montrent des moments d'incertitudes, comme des conflits, des disputes et des controverses. Le monde même est compris comme incertain et plein de situations controversées étant donné que l'on ne sait pas vraiment l'état de choses, c'est-à-dire qu'elles sont toujours en transformation. Les moments où on peut établir l'état de choses est considéré dans notre proposition, selon les nouvelles sociologies pragmatiques françaises, élaborées à partir de la fin des années 1970 et au début des années 1980, comme des « épreuves ». Cette notion nous permet d'analyser aussi la réalité, dans la mesure où elle n'est pas prête ni donnée a priori aux chercheurs ; elle est en train de se faire et, dans une certaine mesure, c'est aussi le regard des chercheurs qui construit ce qui est décrit comme réalité. Le monde et la réalité peuvent être décrits comme un ensemble de réseaux hétérogènes, c'est-à-dire de réseaux sociotechniques, parce qu'ils assemblent des humains et des non humains – les deux catégorie d'acteurs qui agissent dans le monde. Nous nous dédions donc à présenter le logiciel Prospéro et à comprendre la composition incertaine du monde et de quelle manière celui-ci est fabriqué par les divers acteurs qui le compose. Mots-clés : épreuve ; incertitude ; outil numérique ; Prospéro ; sociologies pragmatiques françaises. 1 Doctorant en Communication-Université Fédérale du Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, Brésil (Boursier CAPES/Brésil). tigubarcelos@gmail.com 2 Doctorante en Communication-Université Fédérale du Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, Brésil. Avec l'appui du Programme des diplômes de doctorat à l´étranger (CAPES/Brésil). tacyarce@gmail.com
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La médiation journalistique est en crise. Dans nos travaux, nous mettons l'accent sur le fait que la fonction médiatrice du journalisme, d'habitude tenue par les institutions médiatiques comme intermédiaire des événements du monde, a subi... more
La médiation journalistique est en crise. Dans nos travaux, nous mettons l'accent sur le fait que la fonction médiatrice du journalisme, d'habitude tenue par les institutions médiatiques comme intermédiaire des événements du monde, a subi des bouleversements en sa configuration (Alzamora, Arce & Salgado, 2014). Traditionnellement, il incombe au journalisme de décrire le monde tel qu'il est, comme un miroir qui reproduit la réalité – une utopie qui est mise à l'épreuve. L'ébranlement des structures canoniques du journalisme, qui s'accrochent aux idéaux d'objectivité et d'impartialité (Schudson, 2010), mène les professionnels, les spécialistes et les institutions médiatiques à se demander ce qui peut ou ne peut pas être considéré comme journalisme. Historiquement, le journalisme est perçu comme le fait de vérifier, sélectionner et hiérarchiser les événements du monde (Alzamora & Arce, 2014). Dès son apparition, avec la Modernité, ce savoir organisateur a résisté aux transformations imposées comme : a) la transformation de l'activité journalistique en affaire capitaliste, générant un vrai choc quotidien entre les bureaux de rédaction et la dimension commerciale, b) la compétition avec les Relations Publiques, activité apparue au début du XX e siècle, qui a obligé le journalisme à adopter des critères d'objectivité qui le différencieraient de la Publicité. Le Cam et al. (2015) soulignent que la rhétorique de la crise accompagne l'activité journalistique au moins dès le début du XIX siècle.
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Ao aparecerem frente a diferentes audiências, como em um espetáculo de si mesmas, os sujeitos contemporâneos conquistam visibilidade e cativam diferentes seguidores. Do anonimato para a notoriedade, as subjetividades, outrora... more
Ao aparecerem frente a diferentes audiências, como em um espetáculo de si mesmas, os sujeitos contemporâneos conquistam visibilidade e cativam diferentes seguidores. Do anonimato para a notoriedade, as subjetividades, outrora introdirigidas, apoiam-se nos media como sustentadores da espetacularização de pessoas ordinárias. No artigo, buscamos evidenciar o modo como as subjetividades tem se configurado na atualidade, centrando-nos no narcisismo como uma característica própria de sujeitos que se colocam frente ao olhar alheio em busca de reconhecimento e legitimação para suas práticas exibicionistas. Dentro desse contexto, procedemos a análise de dois canais de Felipe Neto no YouTube, que nos dão a ver um comportamento exteriorizado e fortemente alicerçado em uma imagem que visa produzir sentido sobre si mesma.
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Discutimos algumas práticas de escrita urbana realizadas por sujeitos comuns sobre peças de propaganda eleitoral. Analisamos registros fotográficos dessas intervenções de contrapropaganda, sob a forma de texto e/ou de imagem, publicados... more
Discutimos algumas práticas de escrita urbana realizadas por sujeitos comuns sobre peças de propaganda eleitoral. Analisamos registros fotográficos dessas intervenções de contrapropaganda, sob a forma de texto e/ou de imagem, publicados no perfil “Sujo sua cara” no Facebook e a reconstrução de sentido nos novos discursos produzidos. A observação das peças e dos sentidos compartilhados nessas interações visuais suscita reflexões sobre o caráter apartidário do fenômeno e sobre a (des)crença na propaganda eleitoral, na democracia representativa e na classe política de modo geral.
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This study discusses the practice of everyday people defacing political material. We analyzed photographic records of these counterpropaganda interventions in the form of text and/or images published on the Facebook profile “Sujo sua... more
This study discusses the practice of everyday people defacing political
material. We analyzed photographic records of these counterpropaganda
interventions in the form of text and/or images published on the Facebook profile
“Sujo sua cara” (I deface you) and the reconstructed meaning in the new
discourse produced. Observing the posters and meaning shared in these visual
interactions invites reflection on the non-partisan nature of the phenomenon and
(dis)belief in political propaganda, representative democracy, and the political
class in general.
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O artigo se debruça sobre a repercussão público-midiática do vídeo “Casais”, uma das peças da campanha publicitária para o Dia dos Namorados da marca de perfumes e cosméticos O Boticário. À luz das noções de acontecimento e controvérsia,... more
O artigo se debruça sobre a repercussão público-midiática do vídeo “Casais”, uma das peças da campanha publicitária para o Dia dos Namorados da marca de perfumes e cosméticos O Boticário. À luz das noções de acontecimento e controvérsia, buscamos identificar quais os públicos que se formaram em torno do debate suscitado por esse produto audiovisual e os modos como eles foram afetados e se posicionaram frente à querela. Procedemos à análise do comercial e de um corpus constituído por textos a respeito do assunto publicados em diferentes sites noticiosos e por comentários dos leitores a essas publicações. Evidenciamos as maneiras como a controvérsia “Casais” polariza dois conjuntos de públicos e os seus posicionamentos contrapostos sobre a questão pública discutida, focados em definir se a peça publicitária é ou não “desrespeitosa à família e à sociedade brasileira” por incluir e reconhecer relações homoafetivas.
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Este trabalho objetiva identificar os elementos estratégicos de persuasão utilizados pela Elma Chips para conquistar consumidores potenciais, fomentando o desejo de experimentar o produto em suas diversas apresentações: embalagem, marcas,... more
Este trabalho objetiva identificar os elementos estratégicos de persuasão utilizados pela Elma Chips para conquistar consumidores potenciais, fomentando o desejo de experimentar o produto em suas diversas apresentações: embalagem, marcas, anúncios e o chips propriamente dito. Para tanto, procedemos à análise de três promoções que ofereciam tazos como brinde entre os anos de 1997 e 2002. Discutimos, ainda, questões relacionadas à regulamentação da publicidade de produtos alimentícios voltada a crianças naquela época e atualmente.
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A mediação jornalística tem sido tradicionalmente abordada pelo viés da prática profissional especializada que seleciona, avalia, hierarquiza e coloca em circulação informações consideradas de interesse público. Contudo, a reconfiguração... more
A mediação jornalística tem sido tradicionalmente abordada pelo viés da prática profissional especializada que seleciona, avalia, hierarquiza e coloca em circulação informações consideradas de interesse público. Contudo, a reconfiguração do cenário comunicacional – marcado pela interpenetração intensa entre as lógicas de transmissão, que delineou o jornalismo de massa, e de compartilhamento, típica das redes sociais online – torna opaca e circunstancial a separação entre produtores e consumidores de
informação. Neste artigo, buscamos compreender o atual panorama da mediação jornalística, reposicionada frente à ação de outros mediadores no exercício midiático de dar a conhecer os fatos do mundo, no âmbito da cobertura especializada das manifestações de junho de 2013 no Brasil e de seus desdobramentos. Recorrendo à Teoria AtorRede, procuramos discutir a imbricação da mediação jornalística com outras formas de mediações na produção e circulação de informações, assim como o impacto da questão na prática profissional.
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Esta tese investiga como e em que medida a noção de “mediação”, delineada pela Teoria Ator-Rede (TAR), contribui para caracterizar ações comunicacionais em redes sociais online ao especificar o sentido comunicacional de ações... more
Esta tese investiga como e em que medida a noção de “mediação”, delineada pela Teoria Ator-Rede (TAR), contribui para caracterizar ações comunicacionais em redes sociais online ao especificar o sentido comunicacional de ações sociotécnicas nessas redes, ao apreendê-las como redes sociotécnicas e ao descrever os modos de ação nelas. Os métodos descritivo e de revisão de literatura auxiliam definir ação comunicacional. Para a TAR, humanos e não humanos afetam-se mutuamente. A ação desses atores ou actantes, aqueles que levam outros a agir, é definida como associação, vinculação ou conexão, da qual resulta o social. A TAR investiga ações, sem predeterminar atores. Isso impacta na definição de comunicação, distribuída entre humanos e não humanos nas redes sociais online. Por fazerem fazer outros, ambos medeiam. A mediação é a ação que altera o que é transportado e os sentidos produzidos. Conforme a TAR, a mediação apresenta quatro sentidos: tradução, composição, reversibilidade e delegação. A hipótese teórica é que a comunicação configura o quinto sentido de mediação por enfatizar o
agenciamento de actantes em contato e em contágio mútuo, pois eles agem em comum, de maneira vinculada. Situações de isolamento, inércia ou que não impliquem em transformações de mediadores e de sentidos não são tratadas como comunicação. Conforme a hipótese, em redes sociais online, a especificidade de ações comunicacionais reside nos rastros digitais (como visualizações, reações, comentários e compartilhamentos) de actantes (como algoritmos, affordances, botões, sentidos, materialidades, empresas e usuários). Esses rastros se expressam nas métricas das redes mais utilizadas nacional e internacionalmente – Facebook, YouTube, Instagram e Twitter –, mas não se restringem a elas, pois produzem efeitos que se atrelam aos conteúdos. Os rastros podem ser recuperados de modo mais veloz e em maior quantidade conforme os recursos e os dados disponíveis nas redes investigadas. A diferença entre ações online e off-line está no tipo de rastro recuperado e na possibilidade de recuperá-lo. O sentido comunicacional de ações em redes sociais online se refere ao vínculo observável entre ações e mediadores, e não apenas às interações entre usuários. Trata-se de redes sociotécnicas porque enredam materialidades, textualidades, algoritmos, affordances, usuários e sentidos. O agenciamento desses actantes caracteriza o online das redes investigadas, que não preexistem
às ações deles. Os modos de ação comunicacional são descritos por meio de capturas de tela nos sites e nos aplicativos das redes de modo a evidenciar suas affordances, que se referem às condições de ação ofertadas por tais ambientes. A conclusão aponta que ações em redes sociais online são comunicacionais quando encadeiam mediações realizadas por diversos actantes, os quais se contagiam e se vinculam provisoriamente em ações partilhadas e distribuídas entre os híbridos que compõem as redes analisadas. A comunicação configura modos de ação por ser um dos sentidos de mediação, ou seja, manifesta-se em agenciamentos híbridos que associam os demais sentidos da mediação de maneira reticular e processual. Especificamente, o sentido comunicacional enfatiza o conjunto de ações e de actantes comuns que rompem o isolamento, vinculam-se, contagiam-se mutuamente e alteram sentidos em dinâmica de rede.
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